Localizado em pleno Alentejo, o Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva (EFMA) tem influência direta, quer nos concelhos abrangidos pela albufeira de Alqueva, quer naqueles que beneficiam com a instalação de novos perímetros de rega ou são servidos pelo abastecimento público.

O Alentejo corresponde a cerca de 1/3 do território de Portugal Continental. É uma região com baixa densidade populacional, apenas 5% da população, com elevados índices de desertificação humana e de envelhecimento. O Produto Interno Bruto per capita está abaixo da média nacional registando ainda um grande deficit de pluviosidade.

A carência de água nesta região tem sido um dos principais condicionalismos ao seu desenvolvimento, impeditiva de uma modernização da agricultura e da sustentabilidade do abastecimento público.

O EFMA é um projeto centrado na barragem de Alqueva, a maior reserva estratégica de água da Europa.

 A partir daqui, interligam-se barragens garantindo a disponibilidade de água, mesmo em períodos de seca extrema, a uma área aproximada de 10 000 km2, divididos pelos distritos de Beja, Évora, Portalegre e Setúbal, abrangendo um total de 20 concelhos.

A albufeira de Alqueva, o maior lago artificial da Europa, estende-se por 83 km ao longo dos concelhos de Moura, Portel, Mourão, Reguengos de Monsaraz e Alandroal, ocupando uma área de 250 km2. A capacidade total de armazenamento da albufeira de Alqueva é de 4 150 milhões de m3, sendo de 3 150 milhões de m3 o seu volume utilizável em exploração normal.

O Território
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