O SISAP utiliza como informação de base as cartas de solos e de declives, dados meteorológicos e os requisitos específicos de cada cultura.

Solos

A informação referente aos solos tem por base a carta de solos padrão existente para o sul do Tejo na generalidade, digitalizada à escala de 1:25000 (IDRHA, Lisboa).
Cada solo é caracterizado através da descrição de um perfil. Os parâmetros que são considerados como requisitos de culturas são o pH, a espessura efetiva, a condutividade, a textura e o hidromorfismo.

Declives

No tratamento do declive foi usado um Modelo Digital de Elevação de malha de 10m, a partir do qual foram gerados dois modelos vetoriais: um modelo vetorial de malha de 20m, utilizado na maioria do perímetro, e um modelo de 50m nas áreas onde a complexidade do terreno exigia alguma generalização.
Para a área de regadio de Alqueva, bem como a sua área adjacente, é usada a malha de análise de 20 metros, o que proporciona um elevado rigor de análise, mesmo a escalas relativamente grandes.
Na área situada a norte do regadio da área de Alqueva, essencialmente no distrito de Évora, o terreno é bastante mais acidentado, e sendo o SISAP um modelo de base vetorial, não foi possível usar a mesma malha de análise de declives que foi usada para as restantes áreas, devido à complexidade de geometria que geraria. Foi então usada a malha de 50m, em vez de 20m, o que, ainda assim, é suficiente para a aderência a uma escala razoável.

Dados Meteorológicos

A abordagem utilizada para o tratamento da informação meteorológica foi a das áreas de influência, estando para cada local, referenciada uma estação meteorológica representativa. Esta hipótese é simplista, porque parte do pressuposto que a estação meteorológica em causa é representativa do local, não entrando em linha de conta com os microclimas, mas permite o tratamento estatístico das variáveis meteorológicas.
Os parâmetros a utilizar no SISAP existentes nas estações meteorológicas são as temperaturas mínimas e geadas, integrais térmicos e precipitação.
No que diz respeito às horas de frio, do contacto com especialistas na área frutícola, constatou-se que a informação a utilizar teria como base a carta geográfica com o número de horas com temperatura abaixo de 7ºC, de Outubro a Fevereiro (mediana) existente em - "A meteorologia ao serviço da fruticultura", de Casimiro Mendes, J. (1983), editada pelo então Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica.

Contas de cultura (Orçamento de Atividades)

Para a elaboração das contas de cultura, procuraram-se estabelecer os itinerários técnicos utilizados mais frequentemente na região, para os sistemas produtivos em causa. A elaboração destas contas de cultura foi realizada recorrendo a informação proveniente do Gabinete de Planeamento do Ministério da Agricultura, a qual foi aperfeiçoada tendo por base informação prestada por agricultores locais. No caso de culturas exóticas, procurou-se recorrer a informação proveniente de regiões com características similares, onde estas culturas são praticadas.

Preços de Produtos e Fatores de Produção

Para o desenvolvimento do ponto anterior é necessário, para um determinado ano em causa, fazer o levantamento dos diversos preços de produtos e fatores de produção, o que é realizado recorrendo, essencialmente a casas comerciais, prestadores de serviços e informação estatística existente.

Balanços energéticos e de carbono das diferentes culturas

Tendo como base o itinerário técnico estabelecido para cada uma das culturas foi possível elaborar o balanço energético e de carbono.
O balanço de energia das atividades é essencialmente um rácio entre a energia contida na produção útil e a energia consumida no esforço de produção. Em denominador temos então uma contabilização de toda a energia consumida, direta ou indiretamente, para que a atividade se complete: não só em consequência dos combustíveis utilizados na área de produção, mas a estimativa da energia necessária à produção de cada um dos fatores empregues, quer se trate das máquinas em si, de fertilizantes, de fitofármacos, ou mesma da mão-de-obra. Em numerador temos a energia contida na produção útil dentro do período de análise considerado.
O balanço de carbono das atividades é essencialmente um rácio entre o carbono capturado nos materiais vegetais produzidos e o carbono emitido no esforço de produção. Em denominador temos uma contabilização de todo o CO2 emitido, direta ou indiretamente, para que a atividade se complete, considerando todos os fatores empregues.

Requisitos das culturas

Para cada cultura existem requisitos específicos a nível de solos, clima e declives que são decisivos para a determinação da sua aptidão.

Considera-se "requisito" um conjunto de limites definidos para uma variável. Para cada variável são registados intervalos que vão do excelente até à aptidão nula.

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