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EDIA lança concurso para o maior projeto fotovoltaico flutuante da Europa

28/10/2019

A EDIA prepara-se para lançar um procedimento contratual para o fornecimento, instalação e licenciamento de 10 Unidades de Produção para Autoconsumo (UPAC) junto às estações elevatórias da Rede Primária do Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva (EFMA). O concurso incluirá também a manutenção e operação durante os primeiros 5 anos.
Este projeto compreende a instalação de 10 centrais fotovoltaicas flutuantes com uma potência instalada total de 50 MWp e ocuparão uma área com cerca de 50 hectares sobre a água, estimando-se que sejam necessários mais de 127 mil painéis fotovoltaicos que evitarão a emissão de cerca de 30 mil toneladas de CO2 por ano.
Com uma produção estimada em 90GWh/ano, a energia obtida pelo conjunto destas centrais fotovoltaicas seria suficiente para abastecer cerca de 2/3 de toda a população do Baixo Alentejo.
Este será o maior projeto fotovoltaico flutuante da Europa e terá como preço base 50 Milhões de Euros, financiados em 45 Milhões de Euros pelo Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa e 5 Milhões de capitais próprios da EDIA.
A maior destas 10 centrais fotovoltaicas flutuantes terá uma área de 28 hectares (será per si só a maior da Europa) e ficará instalada junto à Estação Elevatória dos Álamos, a maior Estação Elevatória do projeto de Alqueva.
A questão energética é determinante para a sustentabilidade do projeto Alqueva, uma vez que é a principal fonte de custos variáveis na distribuição de água. A diminuição sustentada dos encargos energéticos nas operações de exploração do EFMA é um objetivo a manter pela EDIA nos próximos anos, até que se consiga atingir o ponto de otimização máximo de toda a infraestrutura.
Nestas UPAC a energia será produzida pelos painéis fotovoltaicos instalados sobre estruturas flutuantes, e dirigida para as Estações Elevatórias que lhes estão dedicadas para autoconsumo. Apenas quando esta energia não for suficiente ou quando existir um excedente, irá ser comprada (ou vendida) à rede nas condições de mercado, atualmente em vigor.
O elemento diferenciador deste projeto assenta na necessidade de recorrer aos planos de água vizinhos daqueles locais de grandes consumos elétricos para a instalações das centrais produtoras e uma das particularidades destas centrais fotovoltaicas prende-se com a sua integração na paisagem, pois irão ficar ou dissimuladas nos reservatórios cuja cota se situa acima do horizonte visual, ou em localizações afastadas dos principais eixos rodoviários, na sua esmagadora maioria.
A introdução de energia fotovoltaica no EFMA, através da instalação de um grande parque fotovoltaico, é uma prioridade incontornável, seja ao nível económico, seja ao nível ambiental, acompanha a tendência mundial de aposta nas renováveis e faz especial sentido numa zona com excelentes níveis de radiação solar.
A instalação destas centrais na proximidade das estações elevatórias que consumirão a eletricidade gerada permitirá, além a respetiva descarbonização, a eliminação das perdas por transmissão e a redução de potencia pedida à rede, em geral durante o verão e em especial durante os períodos de ponta.
Recorde-se que o Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva tem já instaladas várias centrais fotovoltaicas, incluindo na cobertura do seu edifício sede em Beja, 5 pequenas unidades de produção (UPP) e uma central flutuante de 1MW em construção.
A tecnologia de produção de energia fotovoltaica em plano de água atingiu já uma maturidade assinalável com mais de 1GW instalados globalmente e um enorme potencial de desenvolvimento. As novas áreas de expansão dos perímetros de rega de Alqueva que acontecerá nos próximos anos também irão ser equipadas com esta tecnologia com uma das soluções para redução da fatura energética de todo o Empreendimento.

Concurso Fotovoltaico flutuante da EDIA
Potencia a instalar: 50MWp (distribuídos por 10 locais)
Valor Base: 50 Milhões de Euros
Mapa dos locais: AQUI
Concurso público internacional com prévia qualificação para construção (EPC) e operação (O&M) nos primeiros 5 anos
Divulgação e candidaturas: AQUI

NÃO DÊ BOLEIA AO MEXILHÃO-ZEBRA

30/09/2019

O Mexilhão-zebra é considerada uma das espécies exóticas invasoras mais prejudiciais do planeta. É um pequeno molusco bivalve de água doce ou salobra, do tamanho de uma moeda de 5 cêntimos, originário dos mares Negro e Cáspio e presente em Espanha desde 2001. Atualmente já se encontra em 3 bacias hidrográficas espanholas: Ebro, Júcar e Guadalquivir.
O Mexilhão-zebra pode criar colónias até 3 milhões de indivíduos por metro quadrado e podem viver entre 2 a 3 anos. Atingem a maturidade sexual com um ano de vida e as fêmeas produzem entre 4.000 e 1.000.000 de ovos fertilizados por ano. Quando deteta condições adversas, pode permanecer fechado e vivo até duas semanas.
Esta espécie invasora não tem predadores naturais nos novos habitats de água doce que coloniza, potenciando-se assim a sua proliferação.
Para além de constituir uma séria ameaça ambiental, o Mexilhão-zebra é também uma ameaça económica podendo gerar prejuízos de grande monta à economia.
Ao nível económico, os efeitos traduzem-se em limitações ou perdas de eficiência no uso da água, nomeadamente bloqueando completamente condutas, inutilizando bombas e outros equipamentos hidráulicos.
Os impactos ecológicos fazem-se sentir em alterações generalizadas dos ecossistemas aquáticos. A ação massiva de filtragem causa a diminuição do fitoplâncton e piora a qualidade da água, levando a perdas de biodiversidade em geral.
O principal meio de transferência de Mexilhões-zebra e/ou larvas entre bacias hidrográficas, nomeadamente entre albufeiras, faz-se através de embarcações que navegam em águas onde esta espécie existe. O Mexilhão, ou as suas larvas, podem fixar-se a qualquer equipamento dos barcos ou canoas, hélice, palamenta, atrelados, equipamento de pesca, armadilhas de lagostins, etc. Uma vez na massa de água a sua erradicação é virtualmente impossível.
Consciente desta ameaça, a EDIA adquiriu duas estações de desinfeção de embarcações, ao abrigo do programa Life Invasep, que põe à disposição dos utilizadores das albufeiras de Alqueva de forma gratuita.

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Alqueva revela maior bosque ripícola de Portugal

16/09/2019

Quando há cerca de 15 anos a EDIA criou a Albufeira de Pedrógão, foram plantadas 65 mil árvores de espécies ripícolas autocnes como medida de compensação pela área a submergir no Rio Ardila.
Hoje, nas cabeceiras deste afluente do rio Guadiana, existe o maior bosque ripícola de Portugal plantado pelo homem.
São três as espécies de árvores que compõem este bosque e que ocupa uma área com cerca de 200 hectares contínuos ao longo das margens deste rio, hoje albufeira de Pedrógão: Choupos, Freixos e Lódãos.
A largura deste bosque chega a atingir os 800 metros, 400 para cada margem, criando um verdadeiro oásis para a fauna e flora característica destes habitats, como são o caso das aves, entre elas várias espécies de Pica-pau, que encontra na madeira macia dos Choupos, o lugar ideal para “escavar” os seus ninhos.
Esta intervenção teve por base o plano de florestação da EDIA e que foi composto por três níveis de compensação, nomeadamente nas áreas junto à margem; áreas na envolvente territorial das albufeiras (500m) e áreas já incluídas no território envolvente mais distante.
A intervenção implementada nas cabeceiras do Rio Ardila teve como base o primeiro nível que, para além da compensação da galeria ripícola então existente no rio Ardila, visou a criação de um filtro natural para as escorrências que afluem à albufeira, melhorando a qualidade da água, ao mesmo tempo que as próprias árvores constituem agora exemplares dadores de sementes para a regeneração do próprio bosque, hoje muito visível.
Para chegar até aqui, a EDIA geriu esta área de forma criteriosa, nomeadamente regando os jovens exemplares das diversas árvores até à sua fixação e impedindo que o gado invadisse este território e destruísse a vegetação.
Estas são medidas de compensação ambiental levadas a cabo pela EDIA no âmbito do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva, mas que só a médio e longo prazo, têm a grandeza que este bosque agora revela.

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Uma azinheira na paisagem faz a diferença

02/08/2019

Consciente da importância que as Quercíneas têm no ecossistema do Alentejo, fazendo delas verdadeiros ícones da região, a EDIA produziu um vídeo de sensibilização para a preservação na paisagem destas espécies.

Para além de constituírem uma imagem de marca do Alentejo, as quercíneas dispersas têm também um valor ambiental associado ao facto de contribuírem para a promoção da biodiversidade com ligação direta à presença de organismos auxiliares da atividade agrícola, ao permitirem o poiso e nidificação de aves insetívoras e de aves de rapina diurnas e noturnas assim como de morcegos insetívoros arborícolas. Estes, controlando roedores e insetos, ajudam a proteger e reduzir a suscetibilidade a pragas e ruturas nos sistemas de rega, o que se repercute na produtividade, redução das perdas agrícolas e, consequentemente, no valor económico.

A presença de quercíneas dispersas favorece a perceção da multifuncionalidade do espaço rural, quebrando a monotonia da paisagem e acrescentando-lhe valor.

A grande maioria dos sistemas de rega, com exceção dos pivots, permite compatibilizar as quercíneas isoladas com as culturas regadas criando até sinergias entre as duas espécies vizinhas, tal como acontece nas florestas naturais.

As eventuais reduções de áreas de plantação devido à presença de quercíneas isoladas são potencialmente compensadas pelo aumento da produtividade e rentabilidade em resultado da redução dos danos provocados por pragas ou do custo investido no seu controlo.

Mesmo nas vinhas, olivais e amendoais em que se pretende fazer a colheita com máquinas de colheita em sebe, a presença de árvores dispersas não é incompatível com este procedimento, desde que seja criada uma clareira em redor da árvore.

Preservar as quercíneas é preservar a identidade da região sem prejuízo da agricultura moderna do Alentejo. Os Sobreiros e Azinheiras, tal como todas as árvores, são máquinas que a natureza aperfeiçoou para fixar o dióxido de carbono atmosférico e assim um instrumento fundamental para a neutralidade carbónica que perseguimos.

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EDIA implementa medidas de combate à seca

01/08/2019

Na sequência das medidas implementadas pela EDIA para auxílio aos agricultores no combate à seca climatérica, a qual também afeta a área de influência do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva (EFMA), a Empresa decidiu facilitar o acesso à água nas suas infraestruturas e reservatórios para fins de abeberamento de gado e, sempre que tecnicamente possível, para rega de emergência de culturas.

Para mais informações os agricultores poderão entrar em contacto diretamente com os responsáveis técnicos de cada um dos perímetros ou para a EDIA:
Telefone: 284 315 110;
Endereço eletrónico: edia@edia.pt

Edital Seca 2019
Formulário de Abeberamento
Formulário de Rega

Navegação em Alqueva

01/08/2019

Nesta página pode aceder à sinalização de navegação da albufeira de Alqueva no Google Maps.

Esta aplicação tem como objetivo facilitar a navegação, permitindo ao utilizador saber qual a sua exata localização na albufeira de Alqueva, bem como ter acesso à localização original das bóias e eixos de navegação.

Para aceder clique AQUI

Alqueva no centro do Futuro

07/05/2019

Em Alqueva prepara-se todos os dias o futuro da região, tornando-a mais sustentável e apetecível a investidores nacionais e estrangeiros, qualificando a sua oferta e gerando desenvolvimento a partir da sua maior riqueza natural: a água.

 

 

 

Alqueva: Arqueologia nos Novos Caminhos da Água | Exposição

07/05/2019

Para a implementação do projeto Alqueva, a EDIA promoveu cerca de 2 mil intervenções arqueológicas que permitiram trazer à luz do dia inúmeros vestígios, grande parte deles, desconhecidos da comunidade científica.

Alqueva: “Arqueologia nos novos caminhos da água” é a nova exposição temporária patente no Museu Interativo do Megalitismo, em Mora, resultado de uma parceira entre a EDIA, o Museu da Luz e a Câmara Municipal de Mora.

Quem hoje visita o Alentejo depara-se com alterações profundas, fruto da dinâmica introduzida pelo Projeto de Alqueva.

A EDIA, enquanto entidade que tem por objetivo conceber, executar, construir, explorar e promover o Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva, tem vindo a garantir que todas as etapas são implementadas de forma sustentada e em respeito pelas preocupações ambientais e patrimoniais.

Na vertente de Património Cultural, área onde efetuou um considerável investimento financeiro em cerca de 2 mil intervenções arqueológicas, permitiu trazer à luz do dia inúmeros vestígios arqueológicos preservados no subsolo e, grande parte deles, desconhecidos da comunidade científica. Vestígios identificados no âmbito dos processos de Avaliação de Impacte Ambiental, mas principalmente durante os trabalhos de mobilização de terras, em contexto de obra.

Por forma a promover uma rápida atuação perante estes indícios arqueológicos, a EDIA tem vindo a garantir a presença no terreno, de técnicos especializados, que procedem à implementação das medidas de minimização adequadas a cada caso (escavações arqueológicas e registos diversos), das quais se destacam as publicações técnicas com os relatórios das intervenções realizadas.

É uma parte do resultado destes trabalhos que a EDIA, através do Museu da Luz, em parceria com a Câmara Municipal de Mora, apresenta agora nesta exposição temporária, patente ao publico de 22 de setembro de 2019 até fevereiro de 2020.

Terra a Três | Museu da Luz | Exposição Temporária

07/05/2019

Esta exposição é o resultado do desafio colocado ao fotógrafo António Cunha, ao poeta Martinho Marques e ao artista plástico Jorge Humberto (Joh), para interligar várias áreas da Arte com o foco no mesmo tema: A Terra.
Para ver, no Museu da Luz, até finais de setembro.

Esta exposição temporária, “Terra a Três”, tem o apoio da Direção Regional de Cultura do Alentejo e nasceu de um desafio colocado ao fotógrafo António Cunha, ao poeta Martinho Marques e ao artista plástico Jorge Humberto (Joh), quando o Museu da Luz considerou como seria interessante interligar várias áreas da Arte com o foco no mesmo tema.

Esse foi o repto colocado aos três artistas para que, a partir do elemento de contacto a trabalhar, a terra, fosse possível colocar em diálogo as múltiplas perspetivas sobre a mesma temática.

Recorde-se que o Museu da Luz nasceu da necessidade em preservar a memória de uma aldeia, a aldeia da Luz, submersa pelas águas de Alqueva. É este Museu o “fiel depositário” do espólio ancestral de usos e costumes, tradições e utensílios, que fizeram a história de uma aldeia. Mas é, sobretudo, um espaço projetado para o futuro e para a sedimentação de uma nova aldeia.

Fica aqui o desafio e o convite para visitarem a exposição “Terra a Três”, patente no Museu da Luz de maio e até outubro de 2019.

O Museu da Luz integra a Rede Portuguesa de Museus e está aberto de terça a domingo, das 09h30 às 13h00 e das 14h30 às 17h30.