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LIFE SOS Pygargus: já está online o novo site

24/11/2025

O site do projeto LIFE SOS Pygargus acaba de ser lançado. Explore a plataforma e descubra mais sobre este projeto que une conservacionistas, agricultores, cientistas e entidades públicas e privadas num esforço sem precedentes para salvar o tartaranhão-caçador (Circus pygargus) da extinção iminente na Península Ibérica. Este projeto alia a conservação da natureza ao fomento da agricultura para proteger esta espécie fundamental para o equilíbrio dos campos e que gera benefícios para os agricultores e as comunidades rurais.

O site está estruturado em cinco grandes secções: informações sobre o projeto e as suas ações; a espécie-alvo, o tartaranhão-caçador; a campanha de salvamento e resgate desta ave migratória ameaçada; a rede de amigos do tartaranhão-caçador que está a ser criada para consolidar a sua proteção e os cereais cujo cultivo pode assegurar um futuro promissor para a espécie, protegendo a biodiversidade e o equilíbrio dos campos e impulsionando a produção cerealífera nacional.

Estamos a testar variedades de cereais cujo cultivo é essencial para garantir a conservação do tartaranhão-caçador a longo prazo. 

Disponível em três línguas, português, espanhol e inglês (brevemente), também possui páginas dedicadas a notícias sobre o projeto, publicações de documentos técnicos, relatórios, entre outros conteúdos, e eventos.

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Também já pode acompanhar o projeto através das redes sociais Facebook e Instagram, onde publicamos, com regularidade, informações sobre o que fazemos, onde e como, mensagens de sensibilização e muito mais.

Sobre o projeto

O LIFE SOS Pygargus – Ações urgentes de conservação das populações de tartaranhão-caçador em Portugal e Espanha é um projeto ibérico cofinanciado em 75% pelo programa LIFE da União Europeia. Conta igualmente com cofinanciamento da Viridia – Conservation in Action, Lightsource bp, Fundo Ambiental e Fundação Biodiversidade do Ministério para a Transição Ecológica e o Desafio Demográfico de Espanha.

É implementado por um consórcio que integra a Palombar – Conservação da Natureza e do Património Rural (entidade coordenadora), Associação BIOPOLIS-CIBIO, AEPGA – Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino, ANPOC – Associação Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais, CCDR-N – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, EDIA – Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva, SA, ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, INIAV – Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, LPN – Liga para a Protecção da Natureza, MC Shared Services SA, Modelo Continente Hipermercados SA, SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vita Nativa – Conservação do Ambiente, AMUS – Acción por el Mundo Salvaje, Consejeria de Agricultura, Ganaderia y Desarrollo Sostenible – Junta de Extremadura, GREFA – Grupo de Rehabilitación de la Fauna Autóctona y su Hábitat e Universidad de Murcia.

Fotografia: Circus pygargus – Crédito Luís Cabral

Inovação e Sustentabilidade na Vinha e no Vinho | VINIPAX | 2 de outubro

29/09/2025

A sustentabilidade na vinha e no vinho envolve hoje múltiplas dimensões técnicas e de gestão, que vão desde a eficiência no uso da água e energia, à redução da pegada de carbono, passando pela gestão integrada do solo e da biodiversidade. No território de Alqueva, estas práticas ganham especial relevância, não só pela dimensão do regadio e pela diversidade de culturas, mas também pelo papel central da viticultura na economia regional. A inovação aplicada ao setor vitivinícola traduz-se na adoção de tecnologias de monitorização, sistemas de rega inteligentes, energias renováveis e certificações ambientais, que permitem garantir a qualidade do produto final, assegurando simultaneamente a preservação dos recursos naturais e a competitividade das empresas.

É neste contexto que, no próximo dia 2 de outubro de 2025, às 16h00, o Auditório do Parque de Feiras e Exposições de Beja recebe o workshop “Inovação e Sustentabilidade na Vinha e no Vinho”, uma iniciativa integrada no projeto Alqueva Sustentável. O programa contará com a moderação de João Barroso, Coordenador do Programa de Sustentabilidade dos Vinhos do Alentejo, e a participação de José Miguel Almeida (Adega Cooperativa da Vidigueira), Luís Cavaco (Herdade da Poupa) e Duarte Leal da Costa Jr. (Ervideira).

Com esta iniciativa, a EDIA reforça o seu compromisso com a sustentabilidade e com a valorização do setor vitivinícola, promovendo a partilha de conhecimento e boas práticas no território de Alqueva.

O projeto Alqueva Sustentável é uma parceria entre a EDIA, o NERBE/AEBAL e o NERE, com o cofinanciamento dos programas Alentejo 2030 e Portugal 2030 da União Europeia.

PROGRAMA

17h00 | Abertura e enquadramento
João Barroso
Coordenador do Programa de Sustentabilidade dos Vinhos do Alentejo
(Moderação)

17h15 | Sustentabilidade coletiva
José Miguel Almeida
Adega Cooperativa da Vidigueira

17h30 | Inovar desde o início
Luís Cavaco
Herdade da Poupa

17h45 | Sustentabilidade numa marca com história
Duarte Leal da Costa (Jr.)
Ervideira

18h00 | Debate

18h30 | Encerramento

Roadshow “Vamos falar de sustentabilidade?” regressa na Patrimónios do Sul

29/09/2025

O projeto Alqueva Sustentável promove no próximo dia 3 de outubro, às 15h30, o seu segundo roadshow, dedicado ao tema “Vamos falar de sustentabilidade?”, no stand da EDIA, integrado no programa da feira Patrimónios do Sul, em Beja.

A sessão contará com a participação dos 10 produtores e empreendedores de Alqueva presentes no Mercado de Alqueva, que irão partilhar os seus testemunhos sobre sustentabilidade e gestão, cruzando experiências dos setores agrícola, agroalimentar e turístico.

Os testemunhos incidirão em práticas inovadoras na utilização eficiente da água e da energia, na adaptação às alterações climáticas, na gestão integrada dos recursos naturais e na valorização do território, reforçando a importância de modelos de desenvolvimento equilibrados, que potenciam tanto a produção como a atratividade turística da região.

O projeto Alqueva Sustentável é uma parceria entre a EDIA, o NERBE/AEBAL e o NERE, com o cofinanciamento dos programas Alentejo 2030 e Portugal 2030, da União Europeia.

 

Mercado de Alqueva regressa à Patrimónios do Sul

18/09/2025

A EDIA promove a 4.ª edição do Mercado de Alqueva, integrado na feira Patrimónios do Sul, a realizar em Beja, entre os próximos dias 2 e 5 de outubro.

O Mercado de Alqueva volta a afirmar-se como um espaço de valorização da produção local, dando visibilidade à diversidade de produtos agrícolas e agroalimentares associados ao território de Alqueva.

Nesta edição, estarão presentes 10 bancas de produtores locais, com venda direta e mostra de produtos que refletem a riqueza e identidade da região.

A novidade deste ano é a inclusão de uma banca dedicada ao turismo náutico, reforçando a ligação entre Alqueva, os seus recursos hídricos e o potencial turístico do território.

O evento pretende aproximar produtores e consumidores, reforçando o compromisso da EDIA com a promoção do desenvolvimento económico, social e cultural da região.

O Mercado de Alqueva tem-se consolidado como uma iniciativa de referência, criando oportunidades de negócio, estimulando o contacto direto entre quem produz e quem consome e promovendo a qualidade e autenticidade dos produtos regionais.

Com esta iniciativa, a EDIA reafirma o seu papel enquanto agente dinamizador do território de Alqueva, reforçando a ligação entre sustentabilidade, produção agrícola e valorização da economia local.

» Veja o vídeo promocional do Mercado de Alqueva apresentado no evento Vinhos no Castelo, no dia 12 de setembro de 2025
AQUI

Centro Alqueva associa-se ao programa Ciência Viva no Verão

16/07/2025

Engenharia, território e sustentabilidade em destaque nos dias 22 de julho, 27 de agosto e 5 de setembro.

O Centro Alqueva associa-se ao programa Ciência Viva no Verão, com três eventos dedicados à ciência, à sustentabilidade e à valorização do território.

O primeiro evento, “ALQUEVA – DA ENGENHARIA AO DESENVOLVIMENTO DO TERRITÓRIO”, decorre no dia 22 de julho com a proposta para conhecer os bastidores do maior projeto hidroagrícola de Portugal. Com uma experiência imersiva que passa pela história da transformação do território, os participantes têm acesso a exposições interativas e modelos didáticos que ilustram o funcionamento da barragem de Alqueva, da central hidroelétrica e da rede de canais que leva água a milhares de pessoas e hectares de culturas agrícolas.

Esta visita inclui ainda a rara oportunidade de aceder ao interior de uma das galerias técnicas da barragem.

O programa continua a 27 de agosto, com a Noite Internacional dos Morcegos, e a 5 de setembro, num segundo momento sobre este tema. Em ambas as datas, estará presente um técnico especialista para abordar a importância dos morcegos na biodiversidade e o seu papel como aliado natural das boas práticas agrícolas, ao contribuírem para o controlo de pragas e equilíbrio ecológico.

Estes eventos inserem-se num programa nacional de promoção da cultura científica, coordenado pela Ciência Viva, que decorre em todo o país durante o verão. A participação do Centro Alqueva reforça o compromisso da EDIA com a educação ambiental, a divulgação científica, a sustentabilidade dos recursos naturais e a valorização do território do Alqueva.

INFORMAÇÕES GERAIS

Centro Alqueva | Coordenadas GPS: 38.195325343163, -7.4988715590744

Público-alvo: adultos, famílias e crianças a partir dos 6 anos

Participação gratuita, com inscrição obrigatória AQUI

EDIA disponibiliza parcelas de terreno para arrendamento

11/07/2025

A EDIA disponibiliza para arrendamento 83 parcelas de terreno, nos concelhos de Aljustrel, Beja, Cuba, Évora, Moura, , Mourão, Portel,
Reguengos de Monsaraz, Serpa e Vidigueira.

O contrato de arrendamento terá a duração de 11 meses, com início a 1 de outubro de 2025 e término a 31 de agosto de 2026.
As propostas deverão ser apresentadas até às 18 horas do dia 05 de setembro de 2025.

» Consulte o Edital AQUI 

Localização das parcelas por concelho:
» Aljustrel
» Beja
» Cuba
» Évora
» Moura
» Mourão
» Portel
» Reguengos de Monsaraz
» Serpa
» Vidigueira

 

Investigadores testam cereais para salvar o tartaranhão-caçador e aumentar produção

26/03/2025

Investigadores do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) estão a realizar ensaios de seleção de variedades de cereais para escolher aquelas que mais se adaptam ao ciclo reprodutivo do tartaranhão-caçador e às regiões onde são cultivadas, com o objetivo de salvar esta espécie ameaçada da extinção iminente e aumentar a produção cerealífera nacional, aliando a conservação da natureza ao fomento da agricultura.

Desenvolvidos no âmbito do projeto LIFE SOS Pygargus – Ações urgentes de conservação das populações de tartaranhão-caçador em Portugal e Espanha, coordenado pela Palombar – Conservação da Natureza e do Património Rural, estes ensaios envolvem ainda a Associação Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais (ANPOC) e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), parceiras do projeto.

Primeira campanha de ensaios já arrancou
A primeira campanha de ensaios de seleção das variedades de cereais arrancou em dezembro de 2024, na Quinta do Valongo, em Mirandela (pertencente ao Polo de Inovação de Mirandela da CCDR-N), em Trás-os-Montes, num total de 20 variedades testadas das espécies trigo mole, trigo barbela, centeio, aveia e triticale. As mesmas variedades também estão a ser testadas em ensaios no Polo de Inovação de Elvas do INIAV, no Alentejo.

Os ensaios visam selecionar as variedades daqueles cereais mais adaptadas ao ciclo reprodutivo do tartaranhão-caçador, mais ajustadas ao clima da região onde são cultivadas e mais resilientes às alterações climáticas, bem como resistentes a doenças, sendo por isso mais produtivas e também com maior valor nutricional.

Variedades de colheita mais tardia são essenciais para salvar a espécie
O tartaranhão-caçador (Circus pygargus) é uma ave migratória em elevado risco de extinção, que, vinda de África, permanece em Portugal entre março e setembro. A sua população diminuiu 80% nos últimos dez anos. Nidifica no solo, sobretudo em campos agrícolas com cereais e forragens, e, cada vez mais, a ceifa, em particular para feno, coincide com o seu período reprodutor.

Todos os anos, diversos fatores ameaçam a espécie, causando a mortalidade e/ou uma grande redução do sucesso da reprodução, colocando em risco a sua sobrevivência em Portugal e Espanha. Um fator importante é a perda de habitat, devido ao declínio acentuado da área semeada com cereais e a sua substituição por culturas permanentes, ou outros tipos de uso do solo, como a construção de infraestruturas. A substituição das áreas de cereal por forragens e as alterações climáticas aumentaram significativamente as atividades de ceifa durante o período de nidificação, com forte impacto nos casais reprodutores por destruição dos ninhos e aumento das taxas de predação.

Quanto mais tardia for a colheita de cereais, maior probabilidade as crias de tartaranhão-caçador terão de vingar e sobreviver, contribuindo para salvar a espécie. Esta será, por isso, uma característica fundamental a apurar na seleção das variedades.
“O futuro do tartaranhão-caçador está fortemente ligado à sustentabilidade do cultivo de cereal, depende da nossa capacidade de conciliar agricultura e conservação, criando valor para ambas. Escolher cereais que respeitem o ciclo de vida desta espécie não é apenas salvar o tartaranhão, é promover paisagens agrícolas mais biodiversas e sustentáveis para todos, com uma valorização de práticas amigas das aves e dos consumidores”, destaca o biólogo Joaquim Teodósio, coordenador do projeto.

Melhoramento e seleção genética
As diferentes variedades de cereais testadas, todas de origem nacional, são provenientes do Programa de Melhoramento Genético de Cereais do INIAV. Este programa baseia-se em cruzamentos direcionados e controlados, os quais são realizados no campo entre germoplasma de uma mesma espécie de cereal, selecionando aqueles genótipos que reúnam as características pretendidas, as quais são posteriormente avaliadas e validadas por seleção genética em campo.

“É importante salientar que, neste tipo de cereais, pertencendo a espécies autogâmicas, não existe polinização cruzada, ou seja, uma das metodologias usadas para promover a variabilidade genética, essencial num programa de melhoramento genético, são os cruzamentos artificiais induzidos. Ao cruzarmos indivíduos dentro da mesma espécie promovemos a recombinação, a seleção dos melhores genótipos e o melhoramento genético, obtendo, desta forma, novas variedades com características superiores às existentes. De referir que, neste tipo de melhoramento, não há edição ou modificação de genes, apenas recombinação e seleção dos genótipos que melhor cumprem os requisitos pretendidos”, explica Rita Costa, investigadora do INIAV.

Criar uma organização de produtores de cereais no Norte do país
O projeto quer incentivar o cultivo das variedades de cereais selecionadas no norte do país, impulsionando a produção cerealífera nacional, ao mesmo tempo que se protege o tartaranhão-caçador, espécie que tem, nessa região, uma área vital. Com este propósito, a ANPOC pretende criar uma organização de produtores de cereais no Norte, a qual será fundamental para alavancar o setor e promover a segurança alimentar, aumentando a oferta nacional desta matéria-prima essencial.
“Uma das particularidades mais notáveis deste projeto é o facto de responder, de forma integrada, aos três pilares da sustentabilidade: ambiental, social e económica. A criação de uma Organização de Produtores a Norte do país é peça fundamental para este efeito, pois permitirá agrupar os agentes agrícolas, criar escala e potenciar negócios que fomentem eficazmente a produção de cereais na região. Unir agricultores e desenvolver trabalho em fileira, desde a produção à comercialização, sem esquecer a investigação, é crucial para sustentar o projeto a longo prazo”, refere Astride Sousa Monteiro, diretora executiva da ANPOC.

Cereais direcionados para a produção de pão com valor acrescentado
Os cereais cultivados, trigo e centeio, são utilizados para produzir pães diferenciados e de valor acrescentado para as lojas Continente. Estes produtos têm um papel importante na sensibilização dos consumidores sobre o tema da biodiversidade. O Clube de Produtores Continente é um parceiro chave deste projeto, empenhado na oferta de pão produzido a partir de cereais nacionais provenientes de searas com biodiversidade e que garantem a conservação de espécies em risco, como é o caso do tartaranhão-caçador.

“Este projeto resulta de um consórcio multidisciplinar e permite-nos salvaguardar uma espécie que sabemos estar em vias de extinção. Seja através da seleção das melhores variedades e da partilha de condutas adequadas junto dos produtores, procuramos alinhar estas boas práticas às necessidades do mercado e dos nossos clientes, oferecendo um pão produzido a partir de cereais nacionais provenientes de searas monitorizadas para proteger o tartaranhão-caçador”, afirma Ondina Afonso, presidente do Clube de Produtores Continente.

Alargar o cultivo de variedades selecionadas a Espanha
O LIFE SOS Pygargus tem como território de intervenção as principais áreas de distribuição da espécie na Península Ibérica. Nesse sentido, também é fundamental que se encontrem soluções para aumentar a área cultivada com cereais amigos do tartaranhão-caçador na raia luso-espanhola, contribuindo para ampliar o habitat para a nidificação e melhorar a sobrevivência das crias, bem como reduzir a mortalidade da espécie. Para tal, será fundamental o papel desempenhado pela Consejeria de Agricultura, Ganaderia y Desarrollo Sostenible – Junta de Extremadura, em Espanha, igualmente parceira do projeto, que irá trabalhar no sentido de incentivar o cultivo destes cereais nessa região espanhola, em sinergia com o LIFE Agrosteppes e o Centro de Investigaciones Científicas y Tecnológicas de Extremadura (CICYTEX).

“Os responsáveis técnicos do projeto da Junta de Extremadura consideram que o LIFE SOS Pygargus, que combina a conservação de espécies ameaçadas, como o tartaranhão-caçador, com a preservação do meio agrícola e dos sistemas agrícolas, além da melhoria e incentivo do cultivo e produção de cereais, é fundamental. Isto porque, além de garantir o futuro da espécie, também tem um impacto positivo na manutenção da população rural e do meio agrícola”, afirma María Jesús Palacios, responsável pelo Departamento de Vida Silvestre da Junta de Extremadura.

Sobre o projeto
O projeto LIFE SOS Pygargus une conservacionistas, cientistas, agricultores e entidades públicas e privadas, num total de 18 parceiros a nível ibérico, com o objetivo de salvar o tartaranhão-caçador da extinção em Portugal e na parte ocidental de Espanha. Aprovado pelo Programa LIFE da União Europeia (UE), tem um orçamento de quase 11 milhões de euros, 75% dos quais financiados pela UE. Conta ainda com cofinanciamento da Light Source BP e do Fundo Ambiental. Será implementado no período 2024-2030.

Além da Palombar, INIAV, ANPOC, CCDR-N, MC Shared Services SA e Modelo Continente Hipermercados SA, são parceiros a Associação BIOPOLIS-CIBIO, AEPGA – Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino, EDIA – Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva SA, ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, LPN – Liga para a Protecção da Natureza, SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vita Nativa – Conservação do Ambiente, AMUS – Acción por el Mundo Salvaje, Junta de Extremadura, GREFA – Grupo de Rehabilitación de la Fauna Autóctona y su Hábitat e Universidad de Murcia.

Estudo de Avaliação do Impacto Económico de Alqueva apresentado em Beja

25/03/2025

O Estudo de Avaliação do Impacto Económico da Implementação do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva foi  apresentado no dia 25 de março, no auditório da EDIA, em Beja, num evento que contou com a presença do Ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento e do Ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes.

O Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva (EFMA) assenta no conceito de fins múltiplos e na gestão integrada da sua reserva estratégica de água, apresentando-se como um projeto estruturante no sul de Portugal e um investimento âncora no Alentejo, cuja principal finalidade é viabilizar e promover o desenvolvimento regional nas suas vertentes económica, ambiental e social.

As valências do projeto não se concentram apenas na agricultura, atualmente com uma área em exploração de 130 000 hectares, mas também no abastecimento público de água, na produção de energia hidroelétrica em modo reversível, complementado por centrais fotovoltaicas em terra e flutuantes, no desenvolvimento de atividades turísticas e na preservação do território e do ambiente.

O estudo teve como objetivo compreender os efeitos estruturantes da implementação do EFMA na economia local e nacional, analisando os benefícios gerados de forma holística, considerando as diferentes fases do projeto e os efeitos multidimensionais resultantes da sua natureza de fins múltiplos.

Para isso, foram capturados tanto os impactos autónomos do EFMA, provenientes da sua construção e exploração, como os impactos catalisados, decorrentes da viabilização das atividades económicas nos principais setores beneficiários – Agrícola, Agroindustrial, Turismo e Energia –, abrangendo a sua área de influência, que inclui 23 concelhos, dos distritos de Beja, Évora, Setúbal e Portalegre.

Assinala-se que o EFMA apresenta um contributo importante para os grandes desafios e objetivos nacionais ao nível da redução sustentada do consumo de energias não renováveis e da transição para uma economia de baixo carbono, através da produção de energia hidroelétrica e solar. Além disso, apoia a modernização do setor agrícola, a criação de emprego, o turismo e a fixação de jovens agricultores, reforçando a gestão integrada de água e energia e alinhando-se com diversas estratégias nacionais.

A análise do impacto económico da atividade do EFMA, nomeadamente no que refere o impacto na Receita Fiscal, contribui para uma outra análise, de eficiência da aplicação de financiamentos públicos, através da qual se pode afirmar que à data de hoje o EFMA já garantiu um retorno financeiro (recuperação do investimento simples, i.e., não atualizado pela inflação e/ou ponderado pelo custo de oportunidade) para o Estado superior aos recursos investidos.

O estudo também aponta desafios para o futuro do EFMA, como a necessidade de equilíbrio na gestão da água, melhorias na infraestrutura para turismo e soluções para escassez de mão de obra.

» Consulte o relatório final do Estudo de Avaliação do Impacto Económico da Implementação do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva AQUI

Barragem de Pedrógão descarrega para controlar armazenamento em Alqueva

13/03/2025

A barragem de Pedrógão, localizada a 23 km a jusante da barragem de Alqueva, iniciou às 21h00 de ontem, dia 12 de março, descargas controladas devido ao aumento significativo dos caudais afluentes provenientes do rio Ardila e do turbinamento das centrais hidroelétricas de Alqueva.

A barragem de Alqueva está esta manhã à cota 151.49 m, ou seja, a cerca de 50 cm do seu nível de pleno armazenamento, o que representa um encaixe de aproximadamente 200 hm3.

Para gerir esta situação, a EDIA está a controlar os volumes armazenados através da operação das centrais hidroelétricas de Alqueva e da realização de descargas controladas em Pedrógão.

Estas descargas irão causar um aumento temporário do caudal do rio Guadiana a jusante da barragem de Pedrógão. Por este motivo, alertamos as populações ribeirinhas, pescadores, agricultores e demais utilizadores da zona para adotarem as precauções necessárias.

Nas próximas horas o caudal instantâneo libertado na Barragem de Pedrógão terá uma magnitude da ordem dos 280m3/s.

Importa referir que o tempo de trânsito dos caudais descarregados pela Barragem de Pedrógão é de cerca de 18 horas até ao Pulo do Lobo, o que significa que o tempo até se verificar um aumento do escoamento em Mértola poderá ser superior às 18 horas.