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PATENTE atribuída ao processo desenvolvido no PROJETO PLACARVÕES

25/05/2023

A patente atribuída ao processo desenvolvido no Projeto PlaCarvões é uma solução inovadora para o problema dos plásticos sujos, agrícolas e urbanos, que descreve um processo de produção de carvões ativados a partir de plásticos presentes nos resíduos indiferenciados urbanos, plásticos agrícolas e plásticos descartáveis, usados na atividade agrícola.

Este processo inovador contribui para que os resíduos de plásticos “sujos” sejam desviados dos aterros e após a separação e recolha dos mesmos, em particular os agrícolas, originem um material poroso, o carvão ativado, que será depois aplicado no tratamento das águas residuais para a adsorção de poluentes como fitofármacos e outros.

O carvão ativado tem diversas aplicações, como a filtragem e captação de poluentes de meios líquidos e gasosos, podendo ser utilizado em efluentes agroindustriais e urbanos em unidades de pequena a média dimensão, de base local e regional, transformando um resíduo num produto de elevado interesse económico e ambiental.

O projeto decorreu em 2018, com financiamento do Fundo Ambiental e foi desenvolvido em consórcio formado pela CIMAC, EDIA, GESAMB e UNIVERSIDADE DE ÉVORA. Durante esse período foi construída uma unidade piloto para a produção de carvões ativados, efetuados diversos testes e análises e testada a capacidade de adsorção dos carvões produzidos.

A Patente agora atribuída certifica uma invenção nova, e que não é óbvia face ao já existente, à qual acresce a sua potencial aplicação industrial.

O PlaCarvões aplica os princípios da Economia Circular na cadeia de valor dos plásticos, transformando resíduos de plásticos sujos num produto, o carvão ativado cujas necessidades nacionais são asseguradas na totalidade através de importações. A quantidade de plásticos oriundos da agricultura é significativa, por exemplo na área de influência de Alqueva, em 2022, foi estimada em 2.300 toneladas/ano. Com o crescimento da área regada e ocupada por culturas permanentes, este volume poderá atingir as 4.500 toneladas/ano. O plástico usado é essencialmente (95%) plástico que não está enterrado e quase exclusivamente associado às culturas permanentes. Estas duas características são um importante fator para que se possa concretizar um modelo de recolha e de valorização deste material.

Se somarmos a estes números os referentes ao ciclo urbano dos resíduos plásticos, facilmente se concluirá que a solução patenteada do PlaCarvões contribuirá simultaneamente para diminuir a quantidade de resíduos plásticos depositados em aterro aproximando Portugal do cumprimento das metas europeias e simultaneamente, irá criar valor através do desenvolvimento de um produto a nível regional e nacional, o carvão ativado, em que o país é claramente dependente do mercado externo.

» Veja o vídeo animado sobre o Projeto PlaCarvões AQUI

ALQUEVA REFORÇA DOTAÇÕES DE ÁGUA PARA REGA

23/05/2023

A área de influência de Alqueva encontra-se em condições meteorológicas excecionais, onde a conjugação de valores elevados de evapotranspiração e os valores residuais de precipitação, configuram a existência de um ano extremamente seco.

Nesta situação, e de acordo com o Plano Anual de Utilização de Água de Alqueva publicado no início da Campanha de rega, considerando os valores de dotação de rega para ano seco estimados pelo COTR, Centro Operativo e de Tecnologia de Regadio, conjugados com as disponibilidades existentes, está previsto o reforço das dotações de rega iniciais, para as áreas inscritas dentro da área beneficiada pelo Perímetro de Rega de Alqueva.

Os novos valores de volumes a fornecer por inscrição serão enviados através de ofício e email a cada um dos beneficiários de Alqueva, tendo em conta a situação de maior urgência que se verifica no caso de algumas culturas, como sejam aquelas existentes no terreno e cujos ciclos se encontram mais perto da sua conclusão.

PROGRAMA ALQUEVA SUSTENTÁVEL Lançamento a 23 de maio | Auditório EDIA

18/05/2023

Com a presença da Ministra da Agricultura e Alimentação, Maria do Céu Antunes, é apresentado no dia 23 de maio, pelas 14h30, no auditório da EDIA, em Beja, o Programa Alqueva Sustentável, uma iniciativa promovida pela EDIA e desenvolvida pela Consulai, direcionada aos agricultores da região do Alqueva, de cariz voluntário e pretende-se que seja um instrumento para a promoção da sustentabilidade do setor primário da região.

O Programa Alqueva Sustentável pretende ser uma porta de entrada para responder aos desafios que se colocam aos agricultores da região no caminho para a sustentabilidade das suas explorações agrícolas.

Com este Programa poderão ser incluídos na gestão das suas explorações indicadores alicerçados na sustentabilidade, encontrar as melhores práticas a adotar e realizar uma análise holística da prestação da exploração na região do Alqueva.

O Programa assenta em dois eixos principais. Por um lado, a autoavaliação através de critérios de sustentabilidade ambiental, social e económica. Por outro lado, a criação de indicadores de desempenho de sustentabilidade e, simultaneamente, indicar as áreas do negócio que necessitem melhoria, assim como as boas práticas correspondentes.

Ao integrarem o Programa Alqueva Sustentável pretende-se que, de uma forma fácil e intuitiva, os produtores possam obter indicadores de sustentabilidade da sua exploração e melhorar a sua prestação global.

» A participação é gratuita, com inscrição obrigatória AQUI

» Programa

» Aceda aqui ao vídeo AQUI

EDIA lança nova edição do Manual de Compostagem – Uma Solução Sustentável

12/05/2023

Após a publicação das Regras Gerais para a Compostagem, pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), no início de 2023, a EDIA publica agora o Manual de Compostagem – Uma Solução Sustentável 2023.

Trata-se de uma versão atualizada do Manual de Compostagem publicado em 2022, que apresenta as bases técnicas para um sector agroindustrial cada vez mais responsável e sustentável.

Dividido em 10 capítulos, o Manual apresenta, para além de conteúdos de base sobre solo e matéria orgânica, informação sobre como instalar uma unidade de compostagem, equipamentos necessários, fases do processo, problemas, causas e soluções.

O Projeto URSA – Unidades de Recirculação de Subprodutos de Alqueva, é apresentado como caso prático. Promovido pela EDIA, o projeto URSA preconiza o desenvolvimento da compostagem como técnica de valorização de materiais orgânicos provenientes de explorações agrícolas, pecuárias e/ou agroindustriais, com o objetivo de os transformar em fertilizante orgânico, promovendo assim uma economia circular, aumentando a eficiência na utilização
de recursos.

De referir que, por ano, são produzidos em Alqueva mais de 1 milhão de toneladas de subprodutos orgânicos, que podem gerar mais de 500 mil toneladas de composto, o que permitirá a incorporação de cerca de 4 toneladas por ha todos os anos, potenciando o aumento do teor de matéria orgânica no solo, aumentando o seu poder filtrador, um uso mais eficiente da água e a substituição gradual da adubação química, que resultará na redução da poluição difusa e do seu efeito na degradação dos recursos hídricos.

» Consulte o Manual de Compostagem – Uma Solução Sustentável 2023 AQUI

» Versão para impressão AQUI

Clube de Produtores CONTINENTE e EDIA assinam protocolo

26/04/2023

O projeto da EDIA “URSA”, Unidades de Recirculação de Subprodutos de Alqueva, é exemplo para o Clube de Produtores Continente que o quer ver replicado nas suas explorações agrícolas, assinando para isso um protocolo de cooperação com a EDIA e que visa a promoção do desenvolvimento destas Unidades, contribuindo assim para o incremento do teor de matéria orgânica no solo.

O Clube de Produtores Continente, com cerca de 270 agricultores, debate-se com os mesmos desafios dos agricultores do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva, EFMA, pretendendo aliar a necessidade de produzir mais, de forma mais sustentável e com menores custos.

Naturalmente que os desafios ambientais desta década estão presentes em quem compra os produtos, nomeadamente na contribuição para mais sequestro de carbono, para uma agricultura mais circular e para menores consumos de água.

Estes são os desafios que presidiram à criação da URSA que, tal como o Clube de Produtores Continente, se pretendem vencer, apoiando os seus produtores na valorização dos seus subprodutos e na melhoria do seu solo, começando pelo EFMA, mas replicando o conceito a nível nacional.

A EDIA tem apostado na promoção de uma economia circular através do projeto URSA (Unidades de Recirculação de Subprodutos de Alqueva), realizando, de forma comunitária, a transformação de subprodutos orgânicos de origem agrícola, pecuária e agroindustrial em fertilizante orgânico para aplicação no solo das áreas de regadio, com base numa constelação de unidades onde os materiais são permutados por composto, materializando a transição para a economia circular, através de uma agricultura moderna, sustentável e produtiva.

A primeira URSA, a estrela polar e guia do projeto, criada em colaboração com a Direção Regional de Agricultura do Alentejo, encontra-se em funcionamento desde 2019 na Herdade da Abobada (Polo de Inovação Terra Futura), em Serpa e tem servido como unidade demonstrativa, com uma abordagem sinérgica e comunitária promotora de uma agricultura circular, ou seja, uma agricultura sem resíduos.

O efeito demonstrativo desta unidade já conduziu à assinatura de 18 protocolos de colaboração entre a EDIA e empresas agroindustriais da região, em especial lagares de azeite, para criação de uma rede de unidades particulares de valorização orgânica por compostagem.

A assinatura do Protocolo de Cooperação com o Clube de Produtores Continente, terá lugar dia 27 de abril, pelas 12h45, no Stand deste Clube, na Ovibeja’2023.

Alqueva simulou cheia no rio Guadiana | Veja o vídeo no Pulo do Lobo

12/04/2023

No dia 1 de março, Alqueva libertou 300 m3/s a partir da barragem de Pedrógão, simulando um caudal de cheia, essencial para a “limpeza” do leito do rio Guadiana até à foz.

No âmbito do regime de caudais ecológicos definidos para as albufeiras de Alqueva e Pedrógão, constante do contrato de concessão celebrado entre o Estado Português e a EDIA, está prevista a simulação de um caudal de cheia, a jusante da barragem de Pedrógão, caso as afluências naturais, em ano não seco, não atinjam valores iguais ou superiores a 300m3/s desde o início de novembro na secção do Pulo do Lobo. No presente ano os caudais registados no Pulo do Lobo foram muito inferiores a 300 m3/s, não se verificando de forma natural o cumprimento da referida condição, pelo que a EDIA assegurou o cumprimento da mesma.

O volume libertado com esta operação, cerca de 46 hm3, representou menos de 5% do volume encaixado em Alqueva durante o mês de dezembro de 2022, não colocando em causa a garantia de abastecimento que Alqueva oferece.

Alqueva é área piloto do Projeto AgroSatAdapt: Territórios Inteligentes 2050

05/04/2023

O Projeto AgroSatAdapt: Territórios Inteligentes 2050, tem como principal objetivo o desenvolvimento de um software que permita uma gestão integrada do território, apoiando a comunidade agrícola de ferramentas que auxiliem a produção e melhorem a rentabilidade, com foco na sustentabilidade ambiental, através de aspetos ecológicos, climáticos, hídricos e socioeconómicos.

» Veja o vídeo

EDIA publica Relatório de Caracterização dos seus clientes

23/03/2023

Já se encontra disponível o relatório de caracterização dos clientes da EDIA em 2022. Com este relatório pretendeu a EDIA sistematizar e analisar toda a informação existente sobre os clientes da Empresa, por forma a proceder a uma caracterização dos mesmos. Este conhecimento, permitirá à EDIA, no âmbito da sua atuação, uma melhor adequação da sua atividade, especialmente na área da sustentabilidade, quer a nível interno, quer a nível dos seus stakeholders. Nas suas principais conclusões pode aferir-se que os clientes da EDIA, no que diz respeito ao fornecimento de recursos hídricos, podem ser divididos em 3 grupos:
· Agricultores, composto pelo grupo mais numeroso de clientes, quer a nível individual, quer como sociedades. São geralmente denominados os “regantes de Alqueva”. Este grupo de agricultores foi criado com a implementação de Alqueva, e a disponibilização de recursos hídricos, a qual começou, de forma mais consistente, após 2010. Este grupo representou em 2022 o maior volume de água consumido em Alqueva 390.388.989m3, que é 76 % do total.
· Associações de Beneficiários, pré-existentes à implantação do projeto de Alqueva, gerem Aproveitamentos hidroagrícolas limítrofes. Nalgumas situações, como no caso dos Perímetros de Rega do Roxo e de Odivelas, a sua implementação foi realizada tendo por pressuposto a sua ligação ao Alqueva. O volume consumido em 2022 foi de 105.677.593 m3, representando cerca de 20 % do total distribuído por Alqueva.
· Empresas do Grupo Águas de Portugal, representam os setores de consumo prioritários. O volume consumido foi de 9.691.651 m3, o que representa 4 % do total.
Em termos de áreas regadas, a soma dos grupos “agricultores” e “Associações de Beneficiários”, foi perto dos 151 mil hectares, enquanto o abastecimento público se dirigiu a 13 concelhos do Alentejo. Com este trabalho consegue-se uma abordagem integrada da componente socioeconómica do EFMA que permitirá, no futuro, caracterizar com maior fiabilidade, as principais partes interessadas presentes no EFMA e que influenciam a EDIA e/ou são influenciadas pelo desempenho da Empresa.

» Consulte o Relatório AQUI 

ANUÁRIO AGRÍCOLA DE ALQUEVA 2022 já está disponível

22/03/2023

Este documento pretende fornecer um quadro, tão claro quanto possível, no que diz respeito aos sistemas de produção existentes e potenciais em Alqueva, por forma a auxiliar os agricultores, técnicos e investidores que queiram desenvolver e/ou estudar atividades agrícolas sustentáveis, na região.

O Anuário Agrícola de Alqueva 2022 sistematiza informação das várias culturas e variedades com potencial agrícola em Alqueva, a sua rentabilidade económica, bem como análises às tendências variáveis de mercados nacionais e internacionais.

O Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva (EFMA), em 2022, contou com uma área infraestruturada de 130.000 hectares, mais 10 mil que no ano anterior, e que correspondem aos novos blocos de rega de Évora, Viana do Alentejo e Cuba/Odivelas.

A elaboração deste documento resulta da recolha de informação sobre as culturas, junto de especialistas, de produtores da região, informação de documentos, artigos e outra bibliografia publicada e disponibilizada pelas várias entidades do setor.

Foram também consultados dados e informação do Instituto Nacional Estatística (INE), do Gabinete de Planeamento e Políticas (GPP) e de outras instituições ligadas ao Ministério da Agricultura (MA).

O presente trabalho, tendo em conta o tipo de variáveis em causa, é objeto de atualizações periódicas, por forma, a incorporar as alterações que se vierem a verificar.

Um dos instrumentos utilizados neste trabalho, que possibilita a determinação da aptidão agronómica para uma determinada cultura, é o programa Sistema de Apoio à Determinação da Aptidão Cultural (SISAP).

» Consulte o Anuário Agrícola de Alqueva 2022 AQUI

Programa EDIA VOLUNTÁRIO assinala Dia Mundial da Árvore

21/03/2023

Para assinalar o Dia Mundial da Árvore, dia 21 de março, um grupo de colaboradores da EDIA esteve junto da comunidade terapêutica da Horta Nova, gerida pela Cáritas Diocesana de Beja, para a plantação de um pequeno bosque, inserido num projeto mais vasto que inclui um pomar e uma horta biológica.

Esta ação tem como o objetivo de ajudar a responsabilizar, integrar, capacitar e qualificar, na área ambiental, a comunidade de toxicodependentes e alcoólicos que ali se encontra em reabilitação.

Um segundo grupo de colaboradores da EDIA, estará nos Bombeiros Voluntários de Beja para uma ação que visa contribuir para inventariar, organizar, catalogar e criar uma base de dados para o espólio e o acervo documental da corporação da Cidade de Beja.

O objetivo final será a criação de um núcleo museológico para que a cidade possa conhecer e reconhecer a história desta instituição com 134 anos de história.

Para a EDIA, o desenvolvimento da região é um dos objetivos centrais da sua Missão, o qual pode ser definido como a capacidade de acrescentar, melhorar ou aperfeiçoar algo, quer sob o ponto de vista físico, intelectual ou moral, quer ainda sob o ponto de vista social ou económico. Sob o ponto de vista social, o desenvolvimento será tanto maior quanto as pessoas possam usufruir de uma qualidade de vida digna e com suporte social.

Com o objetivo de responder a esta diretriz global e de promover a cidadania entre os seus colaboradores, a EDIA decidiu criar o Programa EDIA VOLUNTÁRIO.